O trabalho de cuidados sustenta a vida e a economia, mas, na América Latina, continua marcado pela precariedade no trabalho e por uma desigualdade de gênero que mantém invisível seu verdadeiro valor social.
A violência digital de gênero visa silenciar as mulheres na vida pública e ameaça a qualidade das democracias; por isso, combatê-la exige uma resposta conjunta das instituições e das plataformas digitais.
A paridade legal não garante a igualdade política: sem sanções e mudanças na cultura do poder, as mulheres continuam enfrentando barreiras para acessar espaços de tomada de decisão.
No Brasil, as mulheres são maioria entre os eleitores, mas representam menos de 2% na Câmara e no Senado, o que evidencia a disparidade entre peso eleitoral e poder político.
A desigualdade de gênero no setor hídrico não prejudica apenas as mulheres: ela também limita a capacidade das instituições de enfrentar a crescente crise hídrica.
A queda da fertilidade na América Latina não exige mais nascimentos, mas sim políticas que garantam às pessoas a liberdade e as condições necessárias para decidirem sobre suas vidas reprodutivas.