O grande desafio da América Latina é renovar suas democracias para transformar o crescente desencanto dos cidadãos em uma oportunidade de progresso, inclusão e fortalecimento institucional.
A obsessão pelos índices de criminalidade pode mascarar os sucessos oficiais, ao mesmo tempo em que perpetua as dinâmicas de violência e enfraquece a governança da segurança na América Latina.
A segurança não se impõe à força da punição: ela se constrói quando a lei se combina com prevenção, comunidade e responsabilidade social compartilhada.
Sob narrativas de legalidade e ordem, o atual sistema internacional normaliza a exceção, legitima a força e reconfigura as relações de poder globais, com impactos diretos na América Latina.