A exaltação de uma latinidade seletiva, celebrada como inclusão cultural, esconde hierarquias internas e profundas desigualdades no tratamento migratório dado a diferentes comunidades latino-americanas.
Após a queda de Maduro, a grande questão não é apenas quando os venezuelanos retornarão, mas se realmente existe um caminho de retorno possível após anos de enraizamento.
A migração não é uma “crise” temporária: é uma força global que está reescrevendo fronteiras, tensionando direitos e obrigando os Estados a escolher entre integração ou exclusão.