Mais de oito milhões de venezuelanos no exterior reivindicam representação na Assembleia Nacional, uma meta que exigiria uma emenda constitucional e reformas eleitorais e institucionais.
A busca desesperada de Carmen Navas por seu filho, que morreu sob custódia do Estado sem que ela soubesse, retrata a opacidade, a crueldade e a deterioração institucional que marcam a Venezuela atual.
Sem uma reconciliação entre a Venezuela interna e a externa, a divisão social continuará a limitar qualquer tentativa de reconstrução nacional sustentável.
O auge do petróleo deixou de se traduzir em poder efetivo, revelando os limites estruturais de um modelo desprovido de instituições e de uma base produtiva sustentável.
Após a queda de Maduro, a Venezuela enfrenta o dilema comum a muitas transições abruptas: como evitar que o fim do autoritarismo resulte em novas formas de poder instáveis ou exploradoras.