Uma região, todas as vozes

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Eles também são chamados de “gueto rosa” como forma de descrever os limites para o avanço das mulheres em suas carreiras, já que esses empregos geralmente são becos sem saída.
Não é apenas a democracia versus a ditadura que está em jogo na crise venezuelana. É a deriva da região como um teatro de competição entre grandes potências ou como países e governos capazes de agir em conjunto.
Alternativas efetivas, porém, não devem aparecer sob o lema de robustecimento da capacidade de atuação violenta das polícias sobre a população.
Entender a política e os políticos de modo binário geralmente distorce a realidade, que nos faz viver em um mundo de mentiras e simulações.
Elege-se, principalmente, sob a influência do ressentimento, de mentiras sobre os oponentes e o passado, de afinidades ideológico-culturais, de transações clientelistas: nada disso está relacionado às aspirações substantivas da maioria.
As ferramentas de inteligência artificial que utilizam como fonte textos que consagram o preconceito racial ou a lógica sexista reproduzirão esses vieses como sabedoria convencional.
Os problemas atuais da região mostram que a dimensão territorial, a heterogeneidade social e os alcances da eficiência estatal na América Latina mantêm essa dualidade estrutural.
Na maior parte da América Latina, é o momento do “salve-se quem puder”, um processo alimentado pela desesperança resultante da constatação da magnitude dos problemas para os quais ninguém consegue apresentar soluções viáveis.
Os processos de modernização da região têm devolvido aos indígenas alguns dos capitais que lhes foram tirado. Mas o prestígio social, cultural e linguístico perdido é muito mais difícil de recobrar.
Desde o fim da Guerra Fria, a disputa não é entre os governos de EUA e Cuba, como afirma o regime, mas entre o exílio e o regime totalitário cubano.