Infraestrutura e desenvolvimento pós-Covid-19

A pandemia global trouxe como grande desafio o salvar vidas com a manutenção do emprego. No caso latino-americano essas se tornam ações muito mais complexas se consideradas a realidade do seu mercado laboral, os problemas prévios apresentados pela sua estrutura produtiva e as dificuldades cotidianas de sua população.

De democracias fatigadas a democracias em quarentena

O ciclo político que começou a surgir depois da morte de Hugo Chávez e da queda dos preços das matérias-primas está mostrando sinais claros de fadiga. Havia indícios perceptíveis em democracias de outras latitudes, e sem origens latino-americanas, mas aqui ressurgiram traços de pobreza nas instituições.

Infodemia e conspiranoia

As narrativas da nova guerra fria estão se alimentando da Covid-19. Enquanto governos e sociedades fazem o que podem para enfrentar uma pandemia planetária que apagou as fronteiras entre Ocidente e Oriente, Norte e Sul, há que escorar essas fronteiras sem que isso nos leve a uma confusão ainda maior.

Bolsonaro queima os navios

Bolsonaro, que no início de seu mandato tinha diferentes opções para implementar seu projeto político, decidiu queimar os navios e apostou sua continuidade política em uma estratégia sem retorno: em lugar de construir uma maioria social de apoio, preferiu consolidar sua liderança no setor mais radicalizado de sua base.

A menina e a fumaça

Na sexta-feira, sem que ninguém esperasse, a menina falou. Vestia uma camiseta azul, seus cabelos estavam soltos, e manejava o microfone como o mais experiente dos locutores. Disse que foi ao céu com a missão de averiguar se aquilo que havia escutado no rádio era certo. Que o mundo acabaria no dia 21 de abril.

Respostas à pandemia: a experiência da Alemanha

Em uma compatação internacional, parece que a Alemanha está enfrentando bem a pandemia. Há mito menos mortes pela Covid-19 no país do que na Itália, Espanha, Reino Unido ou França, e existe um consenso básico, tanto na classe política quanto entre os cidadãos, sobre como enfrentar a crise.

Peru esbarra em seus limites

Condições de trabalho precárias que os economistas chamam “informalidade”, sob as quais vivem 72,6% da população economicamente ativa do Peru. Um aparato estatal debilitado por conta de uma ideologia de “quanto menos Estado, melhor”, que há quase duas décadas vem se fragmentando desordenadamente.

Política

Um problema resolve outro?

As ruas de La Paz, onde até há pouco tempo corria sangue, estão desertas, esvaziando as de Santiago, que nos lembramos de estar cheias de manifestantes. Ninguém em Bogotá nem em Caracas, onde se reza para evitar pelo menos esta praga. Onde a luta teve lugar, no Equador, os corpos são apanhados nas calçadas.

É o Estado, estúpido!

Una institución que se decía obsoleta para muchos teóricos asoma su quehacer y muestra lo imprescindible de la misma. En frente, una población asustada da hálito al proyecto hobbesiano por excelencia. El miedo como principio necesario para justificar al Estado constituye el ingrediente imprescindible para cerrar el ciclo.

Com o coronavírus, Baggins faz de Trump um estadista

Gostaria que Jair Bolsonaro tivesse aproveitado a tarde de sábado passado para um dos seus passatempos favoritos: ver os pronunciamentos de Donald Trump na televisão. Porque a crise que levou ao coronavírus faz o presidente americano parecer um estadista em comparação com o presidente brasileiro.

Economia

A (ir)responsabilidade da OMS

A série começa nos primeiros dias de janeiro. No primeiro episódio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reporta que a China vem descobrindo uma sequência de casos de pneumonia “atípica” na cidade de Wuhan, desde o dia 12 de dezembro de 2019: 59 casos, sete dos quais graves. Antes da metade do primeiro mês do ano, o vilão já estava identificado.

Coronavírus, e o jogo da confiança

A economia é um jogo de confiança. As empresas, assim como as nações, crescem, estagnam ou caem dependendo da confiança que nelas é depositada. Isso sempre foi assim, mas hoje, onde a imagem está na vanguarda, onde a concorrência é cada vez mais forte e onde tudo está sendo questionado, a confiança é fundamental.

A difícil história da A.L. se tornou mais difícil ainda

A história latino-americana sofre pela dependência quanto às
exportações, inquietação popular, repressão política, governos autoritários e intromissão militar. Supunha-se que a transição para a democracia e a liberalização dos mercados na década de 1980 mitigariam esses desafios.

Sociedade

E as ruas se esvaziaram

A pandemia gerada pela Covid-19 com capacidade inédita de atingir todos os quadrantes do planeta, mudou drasticamente a agenda das coisas. De uma perspectiva latino-americana há três aspectos que requerem consideração por haverem confluído no esvaziamento das ruas.

Migrações na América Latina em tempo de coronavírus

A confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil e a propagação do coronavírus na região obrigaram os governos da América Latina a criar diversas respostas a fim de tentar conter o avanço da doença. Nesse contexto, os migrantes e suas famílias estão entre os principais afetados.

Vale mais prevenir do que remediar

Uma pandemia sem precedentes surgiu em praticamente todas as partes do mundo e já está começando a se espalhar na América Latina, testando os sistemas de saúde. Na medida em que os esforços dos indivíduos, da sociedade e do governo possam ser articulados, os sistemas de saúde estarão mais aptos a lidar com a pandemia.