Diretor executivo da Transparência Eleitoral. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Central da Venezuela (UCV). Candidato a Mestre em Estudos Eleitorais pela Universidade Nacional de San Martín (UNSAM / Argentina).
A tecnologia tornou-se o bode expiatório perfeito para alimentar narrativas de fraude eleitoral que minam a confiança democrática sem a necessidade de provas.
Relatório alerta que a democracia global está passando por um retrocesso histórico, em que as eleições já não garantem os sistemas democráticos diante do avanço contínuo da autocratização.
Uma eventual transição democrática na Venezuela exige mais do que eleições: requer a reconstrução das regras, das instituições e das garantias do sistema eleitoral.
A poucos dias das eleições, Honduras enfrenta um processo marcado pela desconfiança cidadã, pela fragilidade institucional e pelas tensões políticas e tecnológicas que ameaçam a credibilidade do dia das eleições.
Embora há anos várias instituições acadêmicas e governamentais, think tanks e especialistas estejam trabalhando para elaborar medidas de combate à desinformação, os mecanismos para influenciar as eleições estão cada vez mais sofisticados.
A América Latina, com sistemas eleitorais e organizações administrativas muito diferentes, pode aprender algumas lições em termos de facilidades para a realização de votações.
Em uma tentativa de dar legitimidade a um processo fraudulento, o CNE e o Ministério das Relações Exteriores convidaram centenas de membros de movimentos sociais, associações civis e partidos próximos ao governo como “observadores”.
Embora a oposição tenha resistido aos ataques do governo com grande flexibilidade e se mantenha na competição, estamos diante de uma eleição em que as garantias democráticas mais fundamentais estão sendo claramente violadas.