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Na América Latina, sete presidentes tiveram antecedentes guerrilheiros. Os que optaram por mudanças graduais tiveram mais êxito, enquanto aqueles que optaram por projetos rupturistas fracassaram.
Há dois meses da morte do ex-presidente Piñera, seu legado é objeto de debate. Para alguns, foi um construtor de pontes e instituições regionais, enquanto outros o veem como o precursor da direita populista radical no país do sul.
A religião tornou-se um instrumento para reconquistar a fé dos eleitores, fundindo-se com o populismo para santificar a política e transformar a relação entre cidadãos e líderes.
As crises questionam, implicam a ocorrência de momentos críticos, pontos de ruptura, refletem um caminho repleto de riscos, mas também de oportunidades. E, assim como dirigir em uma estrada, observamos vários sinais.
Nos últimos anos, a migração se tornou uma parte central dos discursos de campanha dos candidatos em todo o espectro político. E são cada vez mais frequentes as narrativas que estigmatizam as pessoas migrantes e refugiadas, promovendo ações xenófobas.
As redes sociais e os líderes inescrupulosos formam uma combinação explosiva e podem ser um fator adicional de erosão das relações entre os países, como mostra a briga do presidente argentino Javier Milei com seus pares da Colômbia e do México.
O governo aberto, como é conhecida a forma de governança que busca aprofundar o papel dos cidadãos na participação da tomada de decisões públicas, é uma alternativa à ameaça crônica às democracias.
O mandatário argentino não perdeu a capacidade de definir a agenda e estabelecer conexões profundas com seu eleitorado e que justifica os ajustes para libertar o país da “casta”. Por enquanto, essa “guerra” vence as limitações do bolso.
A erosão democrática não envolve apenas a ascensão de líderes populistas, baixos níveis de participação nas eleições e respaldo a figuras autoritárias. Em vários países latino-americanos, observa-se a crescente influência dos militares sobre o poder civil.
A polarização, embora sempre tenha existido, torna-se relevante em tempos de comunicação política digital porque se torna um recurso que corrói a sociabilidade e promove a fragmentação social.
















